DOCUMENTO REVELA QUE PRESIDENTES MILITARES AUTORIZARAM ASSASSINATOS NA DITADURA

Durante o governo do general Emílio Médici (1969-1974), pelo menos 104 brasileiros foram assassinados sumariamente por militares do Centro de Informações do Exército (CIE); revelação foi feita nesta tarde pelo doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor, que divulgou documento do Departamento de Relações Exteriores dos EUA a partir de relato da CIA; segundo Spektor, logo após sua posse, em 1974, o general Ernesto Geisel foi informado das execuções pelos dirigentes do CIE e pelo seu indicado para o Serviço Nacional de Informações (SNI), o general João Figueiredo; Geisel autorizou a continuação dos assassinatos, mas fez duas ressalvas: ‘apenas subversivos perigosos’ e cada novo homicídio seria analisado e autorizado por Figueiredo

Documentos do Departamento de Relações Exteriores dos Estados Unidos apontam o envolvimento direto dos presidentes Emíliio Garrastazu Médici, Ernesto Geisel e João Baptista Figueiredo no assassinato de mais de uma centenas de brasileiros durante a ditadura militar no Brasil. 

A revelação foi feita pelo escritor, doutor em Relações Internacionais e professor da FGV, Matias Spektor. Em sua página no Facebook, Spektor apresenta um relato da CIA sobre reunião ocorrida em março de 1974 entre o General Ernesto Geisel, então empossado na Presidência, com o general João Figueiredo, indicado por Geisel para o Serviço Nacional de Informações (SNI), e outros dois assessores: o general que estava deixando o comando do Centro de Informações do Exército (CIE), o general que viria a sucedê-lo no comando. 

“O grupo informa a Geisel da execução sumária de 104 pessoas no CIE durante o governo Médici, e pede autorização para continuar a política de assassinatos no novo governo. Geisel explicita sua relutância e pede tempo para pensar. No dia seguinte, Geisel dá luz verde a Figueiredo para seguir com a política, mas impõe duas condições. Primeiro, ‘apenas subversivos perigosos’ deveriam ser executados. Segundo, o CIE não mataria a esmo: o Palácio do Planalto, na figura de Figueiredo, teria de aprovar cada decisão, caso a caso”, relata Matias Spektor.

Fonte: 247

6 Comentários para: “DOCUMENTO REVELA QUE PRESIDENTES MILITARES AUTORIZARAM ASSASSINATOS NA DITADURA

  1. Gilson

    Sabe de nada inocente.
    Quem defende Bolsonaro não lê história, gosta de sangue e nasceu para ser açougueiro, profissão em extinção

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  2. Nessa Santos

    Quem defende Bolsonaro nas redes sociais não esqueça q ditadura não combina com liberdade de expressao. Esqueça Internet e Whats pq ele vai restringir o uso destes meios de comunicacao.

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