ITAPETINGA: BOLETIM FIQUE POR DENTRO, SINDICATO DE VERDADE

Continuando os informativos sobre os diretos trabalhistas da classe calçadista o Sindicato de Verdade traz como terceiro ponto o assédio moral no ambiente de trabalho. Mostraremos parte do conteúdo da Cartilha de Prevenção ao Assédio Moral confeccionada pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT.

Afinal, o que é o assédio moral?

O Assédio moral é a exposição de pessoas a situações humilhantes e constrangedoras no ambiente de trabalho, de forma repetitiva e prolongada, no exercício de suas atividades. É uma conduta que traz danos à dignidade e à integridade do indivíduo, colocando a saúde em risco e prejudicando o ambiente de trabalho.

Atitudes que caracterizam o assédio:

Retirar a autonomia do colaborador ou contestar, a todo o momento, suas decisões;

Sobrecarregar o colaborador com novas tarefas ou retirar o trabalho que habitualmente competia a ele executar, provocando a sensação de inutilidade e de incompetência;

Ignorar a presença do assediado, dirigindo-se apenas aos demais colaboradores;

Passar tarefas humilhantes;

Gritar ou falar de forma desrespeitosa;

Espalhar rumores ou divulgar boatos ofensivos a respeito do colaborador;

Não levar em conta seus problemas de saúde;

Criticar a vida particular da vítima;

Atribuir apelidos pejorativos;

Impor punições vexatórias (dancinhas, prendas);

Postar mensagens depreciativas em grupos nas redes sociais;

Evitar a comunicação direta, dirigindo-se à vítima apenas por e-mail, bilhetes ou terceiros e outras formas de comunicação indireta;

Isolar fisicamente o colaborador para que não haja comunicação com os demais colegas;

Desconsiderar ou ironizar, injustificadamente, as opiniões da vítima;

Retirar cargos e funções sem motivo justo;

Impor condições e regras de trabalho personalizadas, diferentes das que são cobradas dos outros profissionais;

Delegar tarefas impossíveis de serem cumpridas ou determinar prazos incompatíveis para finalização de um trabalho;

Manipular informações, deixando de repassá-las com a devida antecedência necessária para que o colaborador realize suas atividades;

Vigilância excessiva;

Limitar o número de vezes que o colaborador vai ao banheiro e monitorar o tempo que lá ele permanece;

Advertir arbitrariamente; e

Instigar o controle de um colaborador por outro, criando um controle fora do contexto da estrutura hierárquica, para gerar desconfiança e evitar a solidariedade entre colegas.

Agora o que não é assédio moral:

Exigências profissionais – Exigir que o trabalho seja cumprido com eficiência e estimular o cumprimento de metas não é assédio moral. Toda atividade apresenta certo grau de imposição a partir da definição de tarefas e de resultados a serem alcançados. No cotidiano do ambiente de trabalho, é natural existir cobranças, críticas e avaliações sobre o trabalho e o comportamento profissional dos colaboradores. Por isso, eventuais reclamações por tarefa não cumprida ou realizada com displicência não configuram assédio moral.

– Aumento do volume de trabalho – Dependendo do tipo de atividade desenvolvida, pode haver períodos de maior volume de trabalho. A realização de serviço extraordinário é possível, se dentro dos limites da legislação e por necessidade de serviço. A sobrecarga de trabalho só pode ser vista como assédio moral se usada para desqualificar especificamente um indivíduo ou se usada como forma de punição.

– Uso de mecanismos tecnológicos de controle – Para gerir o quadro de pessoal, as organizações cada vez mais se utilizam de mecanismos tecnológicos de controle, como ponto eletrônico. Essas ferramentas não podem ser consideradas meios de intimidação, uma vez que servem para o controle da frequência e da assiduidade dos colaboradores.

– Más condições de trabalho – A condição física do ambiente de trabalho (ambiente pequeno e pouco iluminado, por exemplo) não representa assédio moral, a não ser que o profissional seja colocado nessas condições com o objetivo de desmerecê-lo frente aos demais.

Estamos longe de esgotar o tema “Assédio Moral”, no entanto com essa abordagem inicial buscamos orientar a classe trabalhadora para que conte com o Sindicato de Verdade para informar e também para denunciar possíveis práticas que caracterizem assédio moral, pois assim buscaremos os órgãos de defesa do trabalhador, como o Ministério Público do Trabalho – MPT, além de, em caso de necessidade, acionaremos a Justiça do Trabalho.

A Cartilha de Prevenção ao Assédio Moral confeccionada pelo Tribunal Superior do Trabalho – TST e pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho – CSJT poderá ser lida na íntegra no endereço abaixo:

http://www.tst.jus.br/documents/10157/55951/Cartilha+ass%C3%A9dio+moral/573490e3-a2dd-a598-d2a7-6d492e4b2457

Ascom do sindicato

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