4 de maio, 2024

SEMANA POLÍTICA

ITAPETINGA | CIDA MOURA VISITA O JOSÉ IVO E O QUINTAS DO SUL NA NOITE DESTA SEXTA-FEIRA

  • Cidade Acontece
  • 3 de maio de 2024

A pré-candidata à prefeita Cida Moura (PSD/55), convidada pela moradora do Residencial José Ivo, Leir…

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ITAPETINGA | PRÉ-CANDIDATA CIDA MOURA TEM ENCONTRO NESTA QUARTA-FEIRA COM MORADORES DO RESIDENCIAL 12 DE DEZEMBRO

  • Cidade Acontece
  • 30 de abril de 2024

Nesta quarta-feira (01.05), às 16 horas, a pré-candidata prefeita de Itapetinga, Cida Moura (PSD), estará…

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ITAPETINGA | JOÃO DE DEUS PARTICIPA DE EVENTO DE LANÇAMENTO DA PRÉ-CANDIDATURA A VEREADOR DE ZÉ NOVAIS

  • Cidade Acontece
  • 29 de abril de 2024

Na última sexta-feira (27.04), o pré-candidato a prefeito pelo PT, João de Deus, esteve participando…

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ITAPETINGA | ENQUANTO CIDA MOURA APARECE EM PRIMEIRO LUGAR, TIO DO PREFEITO EMPACA NAS PESQUISAS E PREOCUPA GRUPO DA PREFEITURA

  • Cidade Acontece
  • 27 de abril de 2024

Enquanto a pré-candidata Cida Moura, que embora esteve por quase um mês fora da cidade,…

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No dia 23 de janeiro de 2019, o advogado e ex-vereador de Itapetinga, Juraci Nunes, publicou nas páginas do “Cidade Acontece” o artigo intitulado “Temos uma Dinastia em andamento.” Nunes conseguiu prever o futuro, pois seu artigo atinge o ápice nos dias atuais em relação ao momento político que vive Itapetinga. Veja na íntegra o que o ex-candidato a prefeito escrevera na época

Por Juraci Nunes – No Brasil o momento é de ebulição, começa a redemocratização, com a primeira eleição direta. Depois de 17 anos de regime de exceção – estava instalado o pluripartidarismo, em 1989, embalado pelo movimento das “Diretas Já”, ocorrido em 1984.

Diversas tendências ideológicas abrigavam-se na ARENA – Aliança Renovadora Nacional, e os segmentos mais à esquerda no MDB – Movimento Democrático Brasileiro, agremiação dos opositores ao Regime Militar de 1964, dominado pelas elites conservadoras e patrimonialistas, cuja característica de Estado, é de não existir distinções entre os limites do público e o privado, favorecendo a perpetuação de velhas oligarquias no poder, ranço que infelizmente ainda está enraizado nas estruturas politico-administrativas, que de algum modo se repetiu nos grotões brasileiros. 

Depois de grande pressão popular, a Lei da Anistia Política, promulgada em 1979, no governo João Figueiredo, devolve aos 125 brasileiros, os seus direitos políticos suspensos pela ditadura, alcançando, inclusive alguns personagens da vida pública de nossa cidade, como Rosalvo Cipriano Souza, seu filho, o advogado Rosalino SouzaOtávio Lacerda Rolim (todos falecidos), dentre outros.

Mesmo não sendo militantes de linha de frente dos grupos que combatiam o regime, no período de1961 e 1979, foram considerados criminosos, inimigos do sistema. A teoria da conspiração afirma que os nossos conterrâneos foram delatados pelos “X9”, – eminências pardas, infiltradas nos meios políticos de Itapetinga, mas liberados dias depois por absoluta falta de prova dos seus envolvimentos aos alegados atos de subversão.

Itapetinga vivia o ápice do ativismo político de esquerda, a partir do Grêmio Estudantil do CEAD – Centro Educacional Alfredo Dutra, através do CEITA – Centro Estudantil de Itapetinga, com tentáculos em vários movimentos sociais, inclusive nas comunidades de base da Igreja Católica e nos grupos musicais da cidade, sendo o Pau-de-Arara, o mais importante deles.

Tais movimentos logo se transformaram em verdadeiros embriões para o surgimento de artistas e políticos talentosos em nossa cidade, como Luiz Nova, jornalista, ex-deputado estadual (PC do B), um dos mais argutos e probos políticos de sua geração, hoje professor universitário; Gilson de Jesus, que é um misto de político e poeta, ajudou a fundar o PC do B, recém-saído da clandestinidade, partido pelo qual se elegeu vereador, além de outros nomes que eu vou me reservar a comentar em outras portagens.

É neste contexto, que em 1982, o Sr. Michel Hagge (PMDB), então presidente da Coopardo – Cooperativa Mista do Médio Rio Pardo, gerente da Fazenda Garota, de propriedade do ex- governador Roberto Santos, situada às margens do Rio Pardo, dissidente do grupo liderado por José Espinheira, principal liderança da (ARENA 1), elege-se prefeito de Itapetinga, para, em 1º de janeiro de 1983, cumprir o seu primeiro mandato de prefeito.

De índole conservadora, de forte liderança no meio rural, de onde viria o suporte econômico de sua futura candidatura, mas de pouca densidade eleitoral nas camadas populares da cidade, Michel precisava de uma liderança que fosse capaz de tornar o seu nome conhecido nesses segmentos.

A despeito da resistência de parte do seu núcleo politico, que optava por outro personagem de maior musculatura econômica, mesmo desconfortável, convidou o Sr. Zildo Carvalho, do PP – Partido Progressista, para integrar sua chapa na condição de candidato a vice-prefeito. Zildo era indiscutivelmente a mais importante liderança politica de Itapetinga, só superado por Otávio Lacerda Rolim, nos anos 60.

Mas, a aliança Michel/Zildo, durou pouco. Inseguro com o compromisso de que seria indicado à sua sucessão, e verificando que o PMDB se movimentava para apresentar outro candidato nas eleições seguintes, bateu em retirada – Zildo Carvalho, vivia a sua melhor fase na politica local, mas esse fator incomodava aos seus, agora, ex-aliados. Os michelistas tinham o receio de que Zildo se rebelasse. O golpe contra o pepista estava sendo preparado nos bastidores do PMDB.

Livre das amaras, Zildo se junta às forças de oposição ao governo municipal. Inicia sua caminhada para conquistar o seu próprio espaço político, agora ao lado da militância de esquerda da cidade. Em 1988, candidata-se a prefeito, perde a eleição numa histórica campanha para José Marcos Gusmão, realinhando-se com Michel nas últimas eleições para eleger o seu neto.

A convivência com as lideranças de esquerda que emergiam das lutas estudantis e dos diversos movimentos sociais da cidade, não foi uma tarefa fácil para Michel. Os encontros com os oposicionistas, que se dirigiam ao seu gabinete para discutir suas agendas, eram marcadas por acirradas discussões – o pavio estava sempre pronto para explodir.

O jornalismo da Rádio Jornal, que exercia um papel de vanguarda na comunicação local, nada obstante a dureza do regime, comandado por este modesto advogado e radialista, era a única trincheira da oposição na cidade, e por abrir os seus microfones para registrar os protestos dos seus principais lideres à falta de diálogo com o governo municipal, sofreu retaliações de toda ordem, inclusive com o encerramento de suas atividades, fato este ocorrido em sua segunda gestão.

Só para recordar: A Rádio Jornal mantinha um contrato de comodato, há mais de 20 anos com o Município. Os seus transmissores estavam instalados em um terreno próximo ao Parque da Matinha, às margens do rio Catolé, mas por causa injunções políticas impostas pelo prefeito Michel, que não concordava com a linha editorial da emissora, em represália, não renovou o  contrato.

O Sr. Hagge ajuíza ação reintegração de posse, concedido pela justiça, e sob protesto da sociedade, a violência contra a liberdade de imprensa foi consumada. Mas este é um capítulo que contaremos depois – a sua incúria trouxe grande desgaste político à sua administração e custou-lhe uma eleição.

O curioso é que, mesmo diante da turbulenta relação politica com os grupos que lhe opunha – não só à esquerda – sem a Lei de Responsabilidade Fiscal, criada pela Lei Complementar nº 101, com o intuito de estabelecer normas direcionadas ao controle das finanças públicas – para os padrões da época, paradoxalmente – a primeira gestão do Sr. Michel Hagge foi bem avaliada pela população.

Todavia, o feito não se repetiu nas gestões seguintes. Agora sob a égide do novo Diploma Legal, a politica clientelista, marca indelével de seus governos, agora estava condicionada à capacidade de arrecadação do Município, e por violar suas metas, teve que responder por inúmeras irregularidades administrativas, algumas das quais transformadas em denúncias junto aos órgãos de fiscalização da União e do Município.

Faltou controle fiscal das contas públicas; a política de troca de favores adotada; a falta de compreensão de que o novo momento exigia mais rigor na aplicação de sua receita tributária, foram alguns dos fatores que fizeram aumentar as criticas à sua administração, com severas consequências políticas para o seu grupo.

Em 1996, não conseguiu fazer o seu sucessor, perdeu as eleições para aquele que ele considerava o seu maior inimigo político, Dr. José Otávio Curvelo -, e em 2008, foi fragorosamente derrotado pelo o pecuarista José Carlos Moura. O médico José Otávio que estava prestes a passar para a história como sendo o político que encerrou o ciclo michelista no poder esqueceu-se do antagonismo que os separavam, juntou-se a ele para eleger o filho de Virgínia, sua primogênita, prefeito de Itapetinga.  

Nascia o representante político da terceira geração da família Hagge. A dinastia michelista aos poucos vai se consolidando. Tem gente que nasce com “aquilo” virado pra lua. A prefeitura caiu no colo do neófito Rodrigo, como um presente do avô, cuidadosamente embrulhado pelo grupo do ex- prefeito José Otávio. Mas a roda da história política de Itapetinga não para por aí. Mesmo mal avaliado, passados dois anos de sua gestão, com promessas de campanha não cumpridas, o herdeiro político do michelismo, já pensa em dar um voo mais alto. Está de olho nas eleições de 2022.

Segundo fonte, um plano será colocado em prática, e consiste no seguinte: Ele vai para a reeleição, coloca como vice, alguém de sua estrita confiança, e depois candidata-se a deputado estadual. Para cumprir a decorativa missão de candidato a vice-prefeito, vários nomes estão sendo cogitados, inclusive alguns neomichelistas (os que vieram depois), o que é bastante improvável.

Isso porque, na hierarquia política adotada por Michel, na escolha dos seus candidatos, não tem lugar para adesistas. É uma norma implícita e antidemocrática adotada pelo Partido, há décadas, para que nenhuma escolha recaia sobre alguém que não tenha bebido na fonte, ou seja, do peemedebismo histórico.

O plano de perpetuar a oligarquia dos Hagge parece quase perfeito, falta combinar com a oposição ao seu governo, que, mesmo fragmentada, tem o dever histórico de contribuir para estancar de vez esse projeto familiar que tenta eternizar no poder, um modelo político coronelesco e excludente, fundado em premissas que vão de encontro aos ideais dos que anseiam por democracia e alternância no poder. As futuras gerações agradecem.

Por Juraci Nunes de Oliveira,
advogado, radialista e ex-vereador

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1 comentário em “ITAPETINGA: EX-VEREADOR JURACI NUNES CONSEGUIU PREVER O FUTURO”

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