PESQUISA SENSUS: LULA TEM 42 E PODE VENCER NO PRIMEIRO TURNO

Difícil a situação de Bolsonaro

A Pesquisa Nacional da Sensus realizada em 24 a 28 de novembro com 2.000 eleitores no Brasil para a ISTOÉ indica eleições significativamente polarizadas entre Lula e Bolsonaro em 2022. No voto estimulado, Lula obtém 42,6%, Bolsonaro 24,2%, Sergio Moro 7,5%, Ciro Gomes 5,3%, João Doria 1,8%, Simone Tebet 1,2%, Mandetta 1,0%, Rodrigo Pacheco 0,3%, D`Ávila 0,2%, Alessandro Vieira 0,1%. Brancos, nulos e não respostas somam 16,2%. Lula atinge 50,8% nos votos válidos do estimulado.

Em alternativas de 2º turno, Lula 55,1% e Bolsonaro 31,6%, Lula 55,5% e João Doria 14,1%, Lula 53,3% e Sergio Moro 25,0%, Ciro Gomes 38,7% e Bolsonaro 34,5%, Sergio Moro 36,1% e Bolsonaro 30,8%, Bolsonaro 35,7% e João Doria 32,0%.

Bolsonaro apresenta rejeição de 59,2%, João Doria 52,8%, Sergio Moro 48,7%, Ciro Gomes 48,0% Lula 37,6%. Nas eleições, 40% de rejeição é um índice de viabilidade dos candidatos. De 100% do eleitorado, 20% vão para abstenção, brancos e nulos. Dentre os 80% restantes, o candidato com 40% ou mais de rejeição se inviabiliza no 2º turno. Certamente, rejeições podem mudar durante as campanhas.

No total do eleitorado, 61,9% afirmam que poderiam votar em um candidato que não fosse nem Lula, nem Bolsonaro. Entretanto, a escolha hoje recai sobre Lula e Bolsonaro, uma vez que os candidatos da 3ª via ainda não apresentaram seus projetos. Lula, ao centro-esquerda, tem uma plataforma definida baseada no modelo de seu governo passado, e Bolsonaro, à direita, representa o conservadorismo e a anti esquerda. Com Lula e Bolsonaro somando o mínimo de 60%, e com 20% de brancos, nulos e abstenção, restariam hoje 20% para a disputa na 3ª via. O crescimento da 3ª via poderia se dar pela apresentação sólida de projetos e erros de campanha de Lula e Bolsonaro, que retirem seus votos mais ao centro.

A avaliação do governo Bolsonaro é negativa para 50,5% e positiva para 23,5%. Já o desempenho pessoal de Bolsonaro frente ao governo é negativo para 63,6% e positivo para 30,2%. A política econômica tem sido conduzida de forma inadequada para 65,0%, adequada para 21,4%. A democracia no país está ameaçada para 68,8%, e 89,4% acham importante sua preservação.

Para 65,4%, Bolsonaro não lidou adequadamente com a crise do Covid, enquanto 25,7% acham que sim. Nos últimos 6 meses, a educação piorou para 53,0%, e a corrupção aumentou para 56,7%. A imagem do Brasil no exterior piorou com Bolsonaro para 62,1%. O Auxílio Brasil é visto como para reeleger Bolsonaro por 53,2%, e para ajudar os menos favorecidos por 38,1%. 90,0% dizem estar a inflação afetando o seu dia a dia.

Tudo indica que os temas da campanha serão a economia, a democracia e a corrupção, nesta ordem, adicionados ao Covid e programas sociais.

Fonte: Metrópoles

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